Diário da Transição: Simplesmente Eu

junho 22, 2015

Oi gente linda do meu Brasil!

Tudo bem com vocês?

Comigo está tudo ótimo! Hoje vou escrever um pouco do meu processo de transição capilar.

Sempre fui #aloka das chapinhas/alisamentos, era aquela pessoa que ia religiosamente todo mês no salão fazer progressiva porque não aguentava ver meio centímetro de raiz crespa. Quando decidi abandonar as químicas foi meio que de uma hora para outra... Sabe aquele dia que você acorda se olha no espelho e diz “Chega!”. Foi exatamente assim que aconteceu comigo, comecei a me perguntar o porque de toda aquela violência comigo mesma e não encontrava uma justificativa plausível. Isso foi no inicio de março/2014 (a última vez que fiz progressiva foi em fevereiro/2014).
Essa foto foi tirada no dia que fiz a
progressiva pela última vez.
Lembro que nesse período estava no Projeto Rapunzel, sonhava com o cabelão batendo na cintura e esvoaçante ao vento, rs. E estava conseguindo, tinha melhorado a minha alimentação, estava fazendo o cronograma capilar, usando produtinhos para fortalecer a raiz e o meu cabelo estava respondendo muito bem, crescendo em uma velocidade como nunca antes na minha vida.

A primeira coisa que fiz quando optei pela transição foi desapego Sou uma pessoa muito ansiosa e em um mês de transição eu mesma passei a tesoura nas madeixas. Pensei que ia chorar quando visse os fios caindo, mas por incrível que pareça a minha sensação foi de liberdade.




Depois desse primeiro corte comecei a virar a louca da tesoura, pelo menos uma vez por mês ia cortando o meu cabelo. Até que em junho de 2014 fui na Garagem dos Cachos e dei adeus a toda química que ainda tinha na cabeça. O bom de ir desapegando aos poucos é que não chorei nem fiquei triste depois do BC.


No primeiro mês me senti meio estranha, sabe? Depois que entrei na adolescência nunca tinha cortado o cabelo tão curto. O que fiz? Passei a investir em acessórios e na make.

Hoje tem pouco mais de um ano que cortei o cabelo e digo com toda a certeza que foi a melhor coisa que fiz nos últimos anos. Posso dizer com toda a certeza do mundo que apenas aos 27 anos de idade que fui descobrir quem eu realmente era. Se olhar no espelho e ter orgulho de ser quem você é um sentimento que não tem como descrever.

Vou dizer mais uma coisa, o importante é você estar bem com você mesma. Comentários e piadas maldosas você sempre vai ouvir – infelizmente. E por incrível que pareça quando você se sente bem consigo as pessoas ao seu redor vão se sentir incomodadas e vão fazer de tudo para que você desista (consciente ou inconscientemente).

Graças a Deus vivo cercada de pessoas que me amam e me apoiam em todas as decisões que tomo na minha vida ( obrigada gatinho, amigos/colegas de trabalho, família, amigos...).


Reaprender a cuidar do cabelo é reaprender a se amar. Não é fácil, mas é a melhor coisa que você pode fazer por você mesma!

A foto do meu cabelo atualmente vai ficar para o próximo post, andei fazendo arte e quero explicar tudo direitinho em um próximo post. 

Ah! Perdi o meu celular e acabei perdendo todas as fotos que tinham nele, por isso as fotos desse post foram print do instagram (me segue lá @amanda_jnunes). 

Beijos

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