Resenha: Casório?!

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Apesar de amar chick lit - gênero de ficção feminina caracterizado por romance leve e narrativa divertida, também conhecido como “literatura de mulherzinha”- eu nunca tinha lido nenhuma publicação da escritora irlandesa Marian Keys. É claro que já ouvi falar de alguns de seus queridos best-sellers, como Melancia (2003), Férias (2004) e Sushi (2004), mas foi com Casório?! (2005) que eu fui apresentada à autora. 

Como foi o primeiro livro da Marian que li (terminei recentemente), não posso opinar se é seu melhor ou pior, mas posso deixar minhas impressões. Desde já, confesso que me identifiquei bastante com a personagem principal, tanto nos aspectos positivos quanto nos negativos. Lucy Sullivan, 26 anos, é uma garota bastante inteligente, mas que às vezes parece o ser mais ingênuo (para não dizer idiota) da face da terra. Ela teve depressão no passado e, como demonstra em alguns momentos, ainda sofre com isso. 

Lucy trabalha como secretária e divide o apartamento com as amigas de balada e confidentes, Charlotte e Karen. A primeira é um pouco lentinha, mas é gente fina. Quanto à Karen, bem, ela será aquela pessoa que você vai xingar metade do livro (quando não estiver fazendo isso com a própria protagonista). 

Basicamente, a história começa quando as colegas de trabalho de Lucy, Meredia, Megan e Hetty, a arrastam para uma consulta com a senhora Nolan, uma taróloga que mora em uma vizinhança cheia de crianças arruaceiras. Quando chega a vez das cartas serem jogadas para Lucy, a senhora Nolan não só a avisa que há um homem a caminho, como prevê um casamento em seu futuro. 

Como não leva muita sorte no amor, Lucy não acredita no que “disseram” as cartas, nem mesmo quando as previsões feitas para suas colegas, uma a uma, começam (não exatamente da forma imaginada) a se realizar. Mas ela muda radicalmente de ideia quando o lindo e nada confiável Gus surge em sua vida. 

A paixão que ele desperta em Lucy é tão intensa e, ao mesmo tempo, tão sem sentido, que dá até para entender porque ela não é bem sucedida nos seus relacionamentos. Apesar de se parecer fisicamente com um anjo – como a Lucy faz questão de ressaltar – eu tomei um ódio mortal pelo cara. De início, pensei que a minha implicância era porque o Gus se parece com um tipo que eu me batia frequentemente pelos corredores da faculdade: o típico músico/filósofo/despreocupado/piadista/boêmio. No entanto, à medida que fui avançando na leitura, percebi que a minha irritação com a figura era (bem) mais que isso. 

Mas vamos falar de coisa boa. O melhor amigo de Lucy, Daniel, me pareceu uma deliciosa mistura de dois personagens do Diário de Bridget Jones que adoro: Mark Darcy e Daniel Cleaver. Ele é inteligente, bonito, fala exatamente a coisa certa na hora certa e é do tipo que seduz até maçaneta de porta. (Não precisa dizer que eu me apaixonei por ele logo de cara, não é?) Mulherengo si, pero no cafajeste. 

Embora tenha como ideia central a vida amorosa de Lucy, a trama também se volta para um problema que persegue a protagonista desde a infância: o alcoolismo. A forma como Lucy lida com a situação (ou melhor, não lida) é revoltante. Quer dizer, como uma mulher inteligente e independente pode ser tão fraca às vezes? Foi algo que me perguntei boa parte do livro, mesmo quando as razões para tal atitude são esclarecidas. A coisa só melhora mesmo para Lucy quase no final da história, quando ela começa a acordar para a vida.

A trama escrita pela Marian não é do tipo extraordinária, mas é bem divertida. Tenho que admitir que já sabia o final lá pelo meio do livro, mas continuei a leitura mesmo assim. As páginas finais trazem uma Lucy mais madura e menos azarenta no amor, sem contar o desfecho para lá de fofo.

Sinopse:

Lucy Sullivan vai se casar. Essa moça de 26 anos, que divide o apartamento com as amigas, não tem dúvidas de que, dentro de poucos meses, entrará na igreja para uma cerimônia de casamento. Só falta um detalhe - o noivo! Mas Lucy, que nem ao menos tem um namorado e nunca foi muito bem-sucedida no amor, confia piamente nas previsões de sua cartomante e iniciará uma busca hilariante por um bom partido - ele só precisa ser bonito, inteligente e não lembrar em nada o seu pai. 

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